Review do Resident Evil 4 Remake – A Fidelidade Inegável
Analisamos a fundo o Resident Evil 4 Remake. Descubra como o novo sistema de parry transformou o combate, se a Capcom manteve a fidelidade e qual o impacto do jogo na nova geração de survival horror.
Existem jogos que definem gerações, e Resident Evil 4 (2005) é um deles. Sua transição da câmera fixa para a perspectiva sobre o ombro não apenas salvou a franquia, mas moldou o gênero de tiro em terceira pessoa para sempre. Refazer uma obra-prima dessas não é apenas um desafio técnico; é um risco existencial.
Felizmente, a Capcom conseguiu entregar mais uma vez. O Resident Evil 4 Remake não é apenas uma atualização gráfica; é uma reconstrução meticulosa que honra a fidelidade da atmosfera, ao mesmo tempo que injeta um impacto moderno e visceral em cada ganado.
Fidelidade: O Respeito pela Jornada
A principal missão da Capcom era manter a familiaridade sem cair na nostalgia barata. E eles acertaram o tom.
O jogo segue fielmente o arco narrativo de Leon S. Kennedy e sua missão de resgate de Ashley Graham na Espanha rural. As áreas icónicas estão todas lá, mas redesenhadas com uma atenção impressionante:
- A Vila (Village): Mantém o pavor do confronto inicial. A densidade de objetos e a névoa adicionam uma camada opressiva de escuridão que era ausente no original, dando a sensação de que o terror pode vir de qualquer direção.
- Os Personagens: Leon tem um diálogo mais afiado e menos seco, mas seu núcleo de herói relutante permanece. O grande destaque é Luis Serra, cuja profundidade e envolvimento na trama foram expandidos, tornando sua eventual saída da história muito mais impactante.
- O Ritmo: O pacing é praticamente idêntico ao original, com a progressão da Vila, Castelo e Ilha respeitada, mas com transições mais fluidas.
Impacto: A Revolução do Combate Close Range
Se a fidelidade estava no mapa, o impacto está no gameplay. A grande inovação que separa este Remake de ser apenas uma “nova skin” é o sistema de Parry (Defesa) e o uso da faca.

A faca, antes um item de emergência, agora é uma ferramenta essencial de defesa e ataque.
- O Parry: Usar a faca para aparar ataques inimigos (incluindo o icónico golpe de motosserra) adiciona uma camada tática tensa. É um risco/recompensa: a execução perfeita desarma o inimigo, mas um timing errado leva a dano catastrófico e o desgaste da durabilidade da faca.
- Gestão de Recursos: A durabilidade da faca obriga o jogador a gerenciar um recurso que nunca foi crítico no original. Isso força a diversidade tática, impedindo o abuso da faca e mantendo a tensão de survival horror — você nunca está totalmente seguro ou preparado.
- Ashley Aprimorada: Ashley agora é muito menos um fardo. Ela não tem mais uma barra de vida que a leva à morte, apenas um estado downed que exige resgate, mas não sobrecarrega o jogador com microgestão.
O Veredicto: Uma Nova Referência
O Resident Evil 4 Remake não apenas atendeu às expectativas elevadas dos fãs; ele as superou. É um jogo que consegue ser familiar para quem jogou o original em 2005 e, ao mesmo tempo, surpreender com o peso gráfico e a profundidade tática para quem o joga pela primeira vez.
A Capcom consolidou seu lugar como a mestra moderna dos remakes de horror. Se você esperava apenas a jornada de Leon com gráficos novos, receberá uma experiência que transforma o combate, a tensão e a própria definição de survival action.
Nota: 9.5/10. Um jogo essencial.
Qual foi a mudança que mais te agradou no Remake: a nova mecânica de parry ou o design mais sombrio das áreas? Deixe sua opinião nos comentários!
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