Resident Evil 3 Remake divide opiniões. Apesar do visual incrível, cortes de conteúdo e a curta duração frustraram muitos fãs. Confira nossa análise completa.
Quando a Capcom anunciou o retorno de Jill Valentine a Raccoon City, a expectativa era de que Resident Evil 3 Remake superasse o sucesso do seu antecessor. No entanto, o que recebemos foi um jogo que, para muitos fãs veteranos, parece incompleto. Em uma análise franca, o título se revela uma experiência visualmente deslumbrante, mas que falha em capturar a alma do clássico de 1999.
O problema não é o jogo ser “ruim” tecnicamente — o gameplay flui bem e os gráficos são de ponta —, mas sim as decisões criativas que transformaram um Survival Horror tenso em um filme de ação curto e linear.
1. Onde o Jogo Acerta: Visual e Personagens
Não dá para negar: a RE Engine continua fazendo milagres. A modelagem de Jill Valentine e Carlos Oliveira está impecável, e a dublagem em português adiciona uma camada extra de imersão. A recriação das ruas de Raccoon City, nos primeiros minutos, promete uma atmosfera que infelizmente se perde conforme a campanha avança. O sistema de esquiva também foi elogiado, trazendo uma dinâmica mais ágil para o combate.
Porém, a beleza não sustenta as falhas estruturais que começam a aparecer logo após a primeira hora de jogo.
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2. Tabela: O Que Foi Cortado (Original vs Remake)
| Elemento Clássico | Versão Original (1999) | Remake (2020) |
| Torre do Relógio | Cenário icônico e complexo. | Removida completamente. |
| Nemesis | Perseguidor imprevisível e assustador. | Scriptado e fácil de derrubar. |
| Brad Vickers | Morte brutal pelas mãos do Nemesis. | Morte alterada e sem impacto. |
| Duração | Exploração densa e puzzles. | Campanha linear de 4 a 5 horas. |
3. Nemesis: De Pesadelo a Cachorrinho
A maior crítica recai sobre o vilão principal. No original, Nemesis era um terror constante. No remake, ele se torna um obstáculo previsível que aparece apenas em momentos roteirizados. Além disso, sua transformação precoce em uma criatura quadrúpede (que lembra um cachorro gigante) tira toda a imponência do “Tyrant” humanoide que nos perseguia. O medo dá lugar à ação, e com munição sobrando, ele deixa de ser uma ameaça real.

Outro ponto que revoltou a comunidade foi o corte de cenários inteiros, como o Parque e a fábrica original, além da remoção do chefe “Grave Digger” (Minhocão).
Para saber mais sobre a franquia e os futuros lançamentos, acesse o portal oficial de Resident Evil.
Conclusão: Um Bom Jogo de Ação, Um Péssimo Remake
Com uma nota média de 6/10 entre os fãs mais puristas, Resident Evil 3 Remake vale a pena se você o encarar como um jogo de ação curto para zerar em uma tarde. Mas se você esperava a tensão e a complexidade do jogo de 1999, a decepção é garantida. O preço cobrado no lançamento por uma campanha de 4 horas foi, sem dúvida, o golpe final.
E na sua opinião: A Capcom errou a mão nos cortes ou a modernização da jogabilidade compensa a falta de conteúdo? Deixe seu comentário!
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