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Os 7 Vilões dos Games que, no Fundo, Tinham Razão

Fizemos uma lista de 7 antagonistas icônicos cujas motivações, quando vistas de perto, fazem um sentido assustador. Vilões ou heróis incompreendidos?


Nos jogos, estamos acostumados a seguir o herói e derrotar o “mal”. Mas, conforme a narrativa nos games amadureceu, a linha entre o certo e o errado tornou-se tênue. Muitas vezes, o vilão não quer apenas ver o mundo arder; ele tem um plano, uma dor ou uma lógica que, se pararmos para pensar, é difícil de refutar.

Nesta lista de 2026, revisitamos 7 vilões que nos fizeram questionar: “Será que eu sou mesmo o herói desta história?”

1. Marlene (The Last of Us Part I)

Marlene é frequentemente vista como a antagonista final de Joel, mas suas intenções eram puramente utilitaristas: sacrificar uma vida para salvar o que restou da humanidade. Do ponto de vista de um líder tentando acabar com um apocalipse fúngico, a decisão de Marlene era a única lógica. Joel agiu por amor paternal, mas Marlene agiu pela sobrevivência da espécie.

Marlene-The-Last-of-Us Os 7 Vilões dos Games que, no Fundo, Tinham Razão
Fonte: Marlene (The Last of Us Part I)

2. Andrew Ryan (BioShock)

“Um homem escolhe, um escravo obedece.” Andrew Ryan queria criar Rapture para fugir da tirania dos governos e das religiões, um lugar onde o artista e o cientista não fossem censurados. Embora sua utopia tenha colapsado devido à natureza humana e ao vício em ADAM, o ideal de liberdade individual de Ryan é algo que ressoa fortemente até hoje.

3. Ardyn Izunia (Final Fantasy XV)

Ardyn não nasceu vilão; ele foi um salvador que curou o povo absorvendo a escuridão em si mesmo, apenas para ser traído pela sua própria família e pelos deuses. Sua busca por vingança em FFXV é o resultado de milênios de injustiça e isolamento. No fundo, ele só queria o descanso que lhe foi negado após salvar o mundo.

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4. Haytham Kenway (Assassin’s Creed III)

Ao contrário dos Templários genéricos, Haytham apresenta argumentos sólidos contra a anarquia dos Assassinos. Ele acredita que a humanidade precisa de ordem, estrutura e liderança para não se destruir. Em muitos momentos da história, a busca cega dos Assassinos pela “liberdade total” causou mais caos do que a ordem imposta pelos Templários.

5. Dr. Wallace Breen (Half-Life 2)

É fácil odiar o homem que “entregou” a Terra aos Combine. Mas Breen argumenta que ele não foi um traidor, e sim o diplomata que evitou a extinção total da raça humana. Sem a sua rendição, os Combine teriam simplesmente aniquilado o planeta em horas. Ele escolheu a escravidão em vez da aniquilação.

6. The Boss (Metal Gear Solid 3)

A “vilã” de Snake Eater é, na verdade, a maior heroína da saga. Ela aceitou ser vista como uma traidora, morrer pelas mãos de seu aprendiz e ter seu nome manchado na história apenas para evitar uma guerra nuclear entre EUA e URSS. Ela entendeu, antes de todos, que os tempos e as ideologias mudam, mas a lealdade ao mundo deve vir primeiro.

7. Joseph Seed (Far Cry 5)

O “Pai” era um fanático religioso e violento, mas aqui está o detalhe que mudou tudo em 2026: ele estava certo. Joseph previu que o fim do mundo estava chegando e tentou, à sua maneira brutal, “salvar” o máximo de pessoas possível antes das bombas caírem. O final do jogo prova que suas profecias não eram loucura, mas uma antecipação trágica da realidade.


Conclusão: O vilão é apenas o herói da própria história? Esses personagens nos ensinam que o conflito raramente é sobre “bem contra o mal”, mas sim sobre visões de mundo conflitantes.

Qual desses vilões você acha que tinha mais razão? Esquecemos de algum que te convenceu com seus argumentos? Participe da discussão nos comentários!

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