O clima pesou na Ubisoft. Marc-Alexis Côté, ex-chefe da franquia Assassin’s Creed, entra na justiça contra a empresa alegando demissão forçada e exigindo milhões.
A crise na Ubisoft parece não ter fim. Em um ano já marcado por adiamentos de grandes títulos e quedas nas ações, a gigante francesa agora enfrenta uma batalha judicial pública que expõe as fraturas em sua liderança. Marc-Alexis Côté, o executivo que comandou a franquia Assassin’s Creed por anos, entrou com um processo explosivo contra a empresa, alegando ter sido vítima de uma “demissão construtiva”.
O valor da causa chama a atenção: cerca de R$ 5 milhões (1.3 milhão de dólares canadenses) em indenizações, além de danos morais. Mas o que realmente está em jogo aqui é a reputação da gestão interna da companhia.
1. O Que Realmente Aconteceu nos Bastidores?
Segundo os documentos do processo, Côté afirma que a narrativa de que ele “pediu demissão” para buscar novos desafios é falsa. O executivo alega que, após o adiamento de Assassin’s Creed Shadows, ele foi isolado pela diretoria, removido de suas funções decisivas e colocado em uma posição onde a única saída era se demitir — uma tática corporativa conhecida como “demissão construtiva” para evitar o pagamento de multas rescisórias.
Essa movimentação agressiva levanta dúvidas sobre como a empresa está tratando seus talentos veteranos em meio à reestruturação.
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2. A Cláusula de “Não-Concorrência”
Um dos pontos mais críticos do processo é a tentativa de Côté de anular a cláusula que o impede de trabalhar para concorrentes. Ele argumenta que, como foi forçado a sair, essa restrição é abusiva e visa apenas prejudicar sua carreira futura na indústria de games.
Se a justiça der ganho de causa ao executivo, isso pode abrir um precedente perigoso para a Ubisoft, que pode ver outros ex-funcionários buscando direitos similares.

3. O Futuro de Assassin’s Creed
Com o principal nome por trás da visão criativa da série agora processando a empresa, os fãs ficam apreensivos sobre o futuro de Shadows e do hub Infinity. A instabilidade na liderança costuma refletir diretamente na qualidade do produto final, e a Ubisoft precisará agir rápido para estancar essa crise de imagem antes do próximo grande lançamento.
A disputa judicial promete ser longa e deve revelar ainda mais segredos sobre como as decisões são tomadas no alto escalão da publisher.
Conclusão: A Indústria Está Mudando
O caso de Marc-Alexis Côté é um lembrete de que, por trás dos jogos que amamos, existe um mundo corporativo implacável. Para a Ubisoft, perder esse processo significaria não apenas um rombo financeiro, mas a confirmação de que sua cultura interna precisa de reparos urgentes.
E na sua opinião: A Ubisoft errou ao afastar o executivo ou mudanças drásticas são necessárias quando um jogo é adiado? Comente abaixo!
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