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Death Stranding 2: A Visão de Kojima Atingiu a Maestria?

Analisamos Death Stranding 2 (DS2). Descubra como Hideo Kojima evoluiu o gênero “Strand Game”, se as novas mecânicas de delivery e o combate foram aprimorados, e o que a sequência representa para o futuro da narrativa em games.


O Death Stranding original foi um divisor de águas: amado por sua filosofia contemplativa e odiado por seu ritmo lento. A sequência, Death Stranding 2, não apenas tinha a missão de continuar a jornada de Sam Porter Bridges, mas de provar que o “Strand Game” (Gênero da Conexão) era mais do que um experimento.

Hideo Kojima respondeu ao desafio com um jogo que é simultaneamente mais acessível e mais profundo, provando que sua visão não apenas evoluiu, mas atingiu a maturidade.

Narrativa: A Filosofia da Fragmentação

A história de DS2 é mais pessoal e global. A ameaça não é apenas a extinção, mas o fracasso em sustentar as conexões recém-formadas.

  • Sam, Mais Maduro: Sam, agora mais velho e desiludido, é forçado a deixar sua reclusão para uma missão de reconstrução que o leva para fora dos Estados Unidos (possivelmente para outras regiões do mundo). A dinâmica com novos personagens e o retorno de Fragile (em uma nova fase) adiciona camadas de drama e urgência.
  • Novos Tipos de Morte: O jogo explora o conceito de morte e renascimento de maneiras ainda mais complexas. A nova ameaça sobrenatural e as seitas organizadas que visam destruir a rede de conexão dão um inimigo tangível além das BTs (Beached Things).
  • Crítica Social: A narrativa é uma crítica incisiva à desinformação e à fragmentação social do nosso mundo moderno. A missão de Sam se torna uma metáfora para a luta contra o isolamento intencional.

Gameplay: Conexão Pós-Tensão

A maior evolução de DS2 reside em como ele diversificou a jornada sem abandonar o núcleo de delivery. O jogo não é mais apenas “simulador de caminhada”, mas um complexo gerenciamento de logística e sobrevivência.

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Fonte: Death Stranding 2
  • Novas Ferramentas de Travessia: O sistema de transporte foi drasticamente aprimorado. A introdução de drones de carga avançados (que podem carregar grandes volumes) e veículos de travessia aquática permite que Sam aborde o terreno traiçoeiro com mais tática. O desafio agora é o planejamento logístico, e não apenas o equilíbrio.
  • Combate Aprofundado: O combate é mais responsivo e variado. Além das armas não-letais, o jogo oferece novas habilidades de melee e armas anti-BT mais dinâmicas, o que era uma das maiores críticas ao original.
  • O Novo “Strand System”: O aspecto social assíncrono (deixar escadas, pontes) foi expandido para incluir a possibilidade de construir infraestrutura cooperativa avançada em grande escala. O jogo incentiva, de forma mais direta, a colaboração em áreas de alto risco.

Veredicto: Mais que uma Sequência

Death Stranding 2 é o jogo que o original prometeu ser. Kojima pegou a ideia inovadora, mas nichada, do primeiro título e a moldou em uma experiência que é igualmente filosófica, mas muito mais rica em termos de jogabilidade.

O jogo é uma meditação sobre resiliência e a necessidade de laços humanos em um mundo em colapso. É um testemunho do poder narrativo de Kojima, provando que é possível fazer um blockbuster AAA que também funciona como arte contemplativa.

Nota: 9.2/10.

Qual foi a sua parte favorita do primeiro Death Stranding: a exploração silenciosa ou a complexa narrativa de ficção científica?

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