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Análise de Dragon Ball Budokai Tenkaichi 4 (Sparking! Zero)

Análise detalhada de Dragon Ball Budokai Tenkaichi 4 (Sparking! Zero). Descubra se o jogo modernizou com sucesso o combate 3D clássico, como está o novo sistema de destruição e se o Netcode suporta a fúria dos Super Saiyajins no online.


Após quase duas décadas de espera desde o icônico Budokai Tenkaichi 3, a Bandai Namco finalmente entregou o que a comunidade clamava: Dragon Ball: Sparking! Zero (ou, para a maioria dos fãs, Budokai Tenkaichi 4). O desafio era monumental: modernizar a jogabilidade de arena 3D, rápida e aérea, sem sacrificar a essência caótica e espetacular que tornou a série lendária.

Avaliamos se o novo título consegue capturar a magia nostálgica e, ao mesmo tempo, provar ser um jogo de luta competitivo e moderno.


1. O Retorno do Combate Z: Velocidade e Controle

O primeiro contato com Sparking! Zero confirma que a essência de Tenkaichi está intacta: a câmera acompanha a ação em alta velocidade em arenas gigantescas, e o combate é profundamente baseado em gerenciamento de ki e dashes explosivos.

  • Fluidos e Rápidos: Os controles foram refinados para os gamepads modernos. A transição entre combos corpo a corpo e ataques especiais (Final Flash, Kamehameha) é mais fluida do que nunca, permitindo que a ação seja ininterrupta.
  • Gestão de Ki e Cargas: O sistema de carregamento de ki e a transformação em tempo real mantêm a estratégia clássica. É preciso escolher o momento certo para carregar energia, se transformar e desferir o ataque supremo.

A maior inovação está na sensação de peso e impacto. Os acertos têm uma força palpável, e os combos parecem retirados diretamente do anime.

2. Gráficos e Destruição: O Poder do Unreal Engine

Visualmente, o jogo é uma celebração de Dragon Ball. O uso do Unreal Engine elevou a fidelidade a níveis impressionantes, superando até mesmo a beleza estética de FighterZ em alguns aspectos de iluminação e modelagem 3D.

  • Destruição Ambiental: Este é o maior diferencial em relação aos jogos de luta 2D. As arenas são quase inteiramente destrutíveis. Disparar um Super Genki Dama não apenas causa dano, mas vaporiza grandes partes do cenário, deixando crateras e poeira que alteram sutilmente a jogabilidade. É visualmente satisfatório e essencial para a imersão.
  • Fidelidade ao Anime: Os modelos dos personagens e os efeitos de ki são idênticos ao material original, com detalhes incríveis em cada transformação.

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3. Roster e Conteúdo: Uma Escala Sem Precedentes

Fiel à tradição de Tenkaichi, o Sparking! Zero se destaca pela escala.

  • Roster Gigantesco: O elenco é massivo, cobrindo praticamente todas as sagas canônicas (e algumas não-canônicas) do universo Dragon Ball, oferecendo dezenas de personagens e variações.
  • Modo História: O modo história reconta os eventos das sagas Z e Super com um toque de “What If” (E Se), introduzindo escolhas que levam a caminhos alternativos. Isso garante a revisitação nostálgica com um fator de novidade.
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Fonte: Sparking! Zero

4. O Teste de Sobrevivência: Online e Netcode

Em um jogo que depende de timing e reflexo, a qualidade da experiência online é o verdadeiro teste.

  • Netcode Estável: Diferentemente de muitos jogos de luta anteriores que sofreram com delay-based netcode, Sparking! Zero (em um esforço visível da Bandai Namco) utiliza um rollback netcode sólido. Isso é crucial para as partidas ranqueadas e garante que, mesmo com pequenas variações de latência, o combate permaneça justo e responsivo.

Veredicto do Elemento X: A Homenagem que Merecíamos

Dragon Ball: Sparking! Zero é mais do que um remake de nostalgia; é o ápice da fórmula Budokai Tenkaichi. Ele honra o combate caótico e rápido que os fãs amam, ao mesmo tempo em que o embala em um pacote técnico e online moderno. Ele se solidifica não apenas como o melhor jogo 3D de Dragon Ball já feito, mas como um grande jogo de luta por si só.

Nota: 9.5/10 (A única crítica é a curva de aprendizado íngreme para novos jogadores.)


Qual personagem da nova saga (DBS) você mais gostou de usar e que tem o ki mais devastador no novo sistema de combate?

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